segunda-feira, 14 de abril de 2014

bons tempos....








Bons tempos que eram...
Papagaios no ar e estilingues na mão:
Não era para matar passarinho, não!

Havia cirandas...
Com meninas de tranças
E a gente sempre contente!

Mas, hoje a modernidade chegou:
Não há mais Pierrot e Colombina
E sem perceber o tempo passou...

Onde ficou a perdida ilusão
Da nossa saudosa esperança:
Em que tudo não teria mais fim!

Bons tempos que eram:
As rosas tinham mais perfume
E as meninas mais amores...



Marília, outono de 1978.



Pierrot de Picasso:














Porta estandarte: Autoria de Geraldo Vandré e Fernando Lona


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Não haverá mais tristezas...






Há de ter neste arraiá
A distribuição da riqueza
Vencerá toda a pobreza!
E não haverá mais a tristeza
Que sucumbirá toda a alegria!
Virá de qualquer maneira
Apesar de todas as asneiras
Que encontramos neste lugar!
Haverá tanta abundância
Preenchendo todas as instâncias
E não mais faltará mais o fruto
E o pão na mesa de nossas crianças:
Daqui em diante...
Só se preocuparão em brincar,
E de ver o tempo bom por passar.
Brotando de novo, a perdida esperança:
Não reinará mais a tristeza neste lugar!

pictures by
alfredo volpi








pictures by
alfredo volpi

made in brazil



https://www.google.com.br/search?q=bandeirinha+de+volpi&safe=active&espv=2&es_sm=122&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=6l88U920IeaT0gGzsoBo&ved=0CAgQ_AUoAQ#facrc=_&imgdii=_&imgrc=TmMGx15EzfraGM%253A%3BP0sUAsfpPhnTuM%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.acervodearte.com.br%252Facervo%252Ffotos%252Ff3efc6c33ea6107143d63695e1ef512c.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.acervodearte.com.br%252Facervo%252Fver_obra.php%253Facervo%253D2948%3B480%3B240







sábado, 29 de março de 2014

FILHO DOS ASTROS




não sou filho do homem
 em todos os planetas
sou o filho do sol 
em todas as constelações
o germe do trigo
florescendo sem medo
o voo livre no horizonte...
sem o tempo




Luís A.Rossetto de Oliveira
Blogger A Rosa do Fim do Mundo
foto de Bruno Berretta

domingo, 23 de março de 2014

Não serão mais inúteis os versos...



















Não serão mais inúteis os versos:
Declamados ao romper da alvorada,
Aos braços da mulher amada...
Sob as incontáveis estrelas e da lua torta!
Sonhei outro País, outro Continente
Outro derradeiro Universo!
Não cabe mais aos homens deter
A chegada triunfante da primavera...
E não se derramará mais inutilmente
O imaculado sangue sobre a terra.
Ouviremos os cantos da passarada,
Trazendo-nos inesperados ventos: 
Os aromas esquecidos no outrora...
Em qualquer canto haverá mais encanto,
Como se fosse a paz desabrochando:
Numa flor do campo que nunca morre,
Trazendo consigo a esperança fúlgida
Resplandecendo, inesperadamente,
Ao poente findando a madrugada!
E todos seremos de novo crianças,
Brincando sem medo na beira da aurora,
E perseguiremos os nossos sonhos:
Não serão mais inúteis os versos
Inocentes declamados por agora!



imagem retirada da internet:

http://ozieloficial.blogspot.com.br/2011/05/eu-e-voce-vivendo-sob-uma-lua-de-papel.html

terça-feira, 18 de março de 2014

há um compasso de espera no coração...










Há um tempo de nascer, outro de morrer...
E no lacônico intervalo, o resistir!
Onde os corpos se encontram aflitos
Procurando o amor no entender dos fluidos.
Há um tempo de crescer, outro de aprender....
Conhecer o amor em sua plenitude,
E fazê-lo, sempre, seu perene abrigo!
Há um tempo de ganhar, outro de perder...
E de fazer, sem querer, da esperança:
Seu modo peculiar cotidiano de vida!
Há um tempo de chegar, outro de partir...
Sendo que aquilo que vivemos com ardor,
No passar das breves estações, fica
Nas boas lembranças que se leva consigo!
Há um tempo de cultivar, outro de ceifar...
De valer todo o suor por ter arado a terra;
Semeando os sonhos e vendo-os refletidos
No sorriso descontraído e sem pressa do filho.
Há um tempo de florir, outro de renunciar...
Onde a seiva da vida ainda nos possui,
Sendo um néctar precioso que se esvai...
E, inefavelmente, um dia finda!





domingo, 16 de março de 2014

Debaixo do pé de romã
















                                                À Emília Rossetto







De não saber que tão feliz eu era...
E de lembrar sempre com alegria,
No simplesmente tomar o chá:
Tão doce de erva cidreira,
Com seu bolinho de fubá
Debaixo do Pé de Romã...
Jogando conversa fora!


De tardezinha...
Brincando eu, inocentemente,
De soldadinho ou de búrica,
Sob os olhos atentos de minha Avó:
Debaixo do Pé de Romã...
Sob sua generosa sombra:
Abrigando a derradeira infância,
E acalentava os sonhos impossíveis
Vindos do futuro sem demora!


Não mudei nada... Apenas continuo sendo
Aquele menino, ainda faceiro, e fico:
Debaixo do Pé de Romã...
Esperando, finalmente, o ocaso:
Aromas e sabores que não me saem
Das lembranças trazidas do outrora...
Faz-me sentir e não esquecer:
- Quão feliz sem saber eu era!









Quando quiseres encontrar o amor!

















Quando quiseres encontrar o amor!
esteja altivo e esperançoso...
Num estado sublime de mansidão:
onde estarás preparando o teu coração,
para algo  indecifrável
algo ainda sagrado, intocado
semente ainda fértil da paixão...
Deixe todas as sensações
estar em seu ápice, culminando
como uma  eterna erupção.
Lembre-se o amor não brotará
sempre em vosso caminho
Colha-o e guarde-o  profundamente:
O amor vem em raras estações!